Friday, October 10, 2008

all in hell



Boneless - The Notwist, The Devil, You + Me (2008)

Monday, October 06, 2008

Da Vida a Solo - Pseudo-Sabedoria doméstica


...or at least of a wasted weekend...

Monday, September 29, 2008

Velhas desculpas ou a Filosofia da Eterna Passagem

Nova Iorque - Setembro 2008

Instant street dos dEUS (The Ideal Crush, 1999) foi das música que mais vezes ouvi em talvez contraproducente repetição. Mesmo que quisesse mentir a mim mesma, o iTunes não deixava. E como há coisas que é triste mesmo quantificar, o número e o tempo, esses, reservo-me ao direito de preservar como o meu pequeno e muito sadio segredo. Acima de tudo somos feitos das coisas que mais ninguém sabe de nós, ou que nunca quisemos dizer. E se algum dia lhes reservarmos um rótulo, aferido na plena consciência de momentos idos e intocáveis na nossa escorreita e isolada memória, que seja então o de uma bonita canção. Esta aliás, é mesmo muito bonita…


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Thursday, September 25, 2008

50 boas razões para Sonhar acordada e achar que tudo o resto que tenho para fazer pode perfeitamente esperar...

Fica o link (para quem ainda não conhece...)


Este poster pode não ser o meu absoluto favorito, mas é aquele que vejo melhor quando fecho os olhos... e o instinto é tudo.

Friday, September 19, 2008

É só para dizer que voltei...

e que do outro lado do atlântico...

(clicar na imagem para ampliar, na medida do possível...)

por enquanto nada há de novo.

Tuesday, September 02, 2008

Sinto cansaço apenas. De fazer a barba todos os dias, de levantar, vestir, tomar banho, pequeno-almoço, comer, mastigar, engolir... Tudo isso, essas coisinhas fáceis e corriqueiras mas que são sempre as mesmas. É sempre a mesma coisa, a mesma ordem, ver a televisão... Tudo isso é uma chatice.

Manoel de Oliveira in Diário de Notícias de 31 de Agosto 2008


(Enviado por um grande amiga, e indispensável para colocar aqui.)

Agora, não vá alguém lembrar-se de reparar, por uns dias mais não vou andar por aqui. Mas desta tenho boa desculpa. Férias? Ou então um trocado por outro, compromisso. Reflexões à parte, muda o naipe, fica a carta mesma, porque não me mudo muito a mim. Somos igual carne e igual espírito do primeiro ao último dia, aqui ou no raio que o parta... mas com ou sem desculpa, vou lá mesmo assim para perceber isso.

Até já!

Saturday, August 23, 2008

Roseiras ao Fundo

Quanto mais leio menos vontade tenho de escrever ou dizer o que quer que seja ou sinta, mas a cabeça fervilha e isso há-de dar algum resultado por um dia de cunho talvez diferente. Até lá, silêncio, mutismo deveras esperado e quiçá consentido. A uma semaninha das (razoavelmente) merecidas férias (que meandros transviados me levaram a esperar até Setembro, reflicto agora…) o trabalho empilha no tampo envidraçado da escrivaninha que o meu relativamente satisfatório rendimento mensal recentemente pagou, mas toldada que é a minha cabeça leve e encrostada no sofá pelo Sol do fim de tarde, não me cedo incontrolavelmente em resvalo pela sinuosidade de pressão ou zelo exigidos e já não procuro ambições. A minha paixão agora é maior porque é contada no jogo do meu regaço, dedos perdidos no meio das páginas do livro e no calor da luz que nenhuma cortina tapa no imediato. Neste sábado de tarde o vento silva invariavelmente na janela comprida da sala com vista para o longo jardim manchado a curtos espaços de erva curta e pequenos seixos encovados, e agora pousando o livro e inclinando o corpo de delito ocioso acho mesmo que são roseiras ao fundo, mas não procuro certezas. Desejo a ignorância absurda e absoluta. A de nada ser e de nada ter, a de buscar a liberdade assim. Hoje sou espectadora, ouvinte, leitora, assinante, seguidora e simples adoradora. Empresto a voz, o olhar, a ligeireza de toda a percepção. Tolho-me de alto a baixo ao sacrilégio desentendido de outra acção, busco o sagrado revelador de uma produção distinta. Ou talvez assim, empírica como na doce possessão do ócio, transida em revelação, me defronte o sagrado a mim.

Wednesday, August 20, 2008

Do you really want something to remember...?

...remember this...

Em repeat pelo meu "gira-discos" - Fleet Foxes (2008)


Sunday, August 10, 2008

o Tempo que não tinha Tempo nenhum

É das pretensões mais animadas que tomamos, só pode. Com a idade tornamo-nos semi-sacerdotes de encómios reverentes, como quem diz, acólitos de delírios vividos. Então é a minha história Sagrada, o meu passado, o meu deleite, o meu fado, o meu sofrer, a minha memória túrgida, países que quase são das nossas pegadas, céus que são de quase os termos voado. O tempo, no sentido antropológico da coisa, tem trama longa mas malha apertada, no sentido genérico, tem-nos a nós… a brincar-lhe entre os dedos, sombras brandas num festival de curvas. De faces jovens os velhos escusam-se de outros dizeres. De faces velhas os jovens desculpam-se das toadas desditas com acanhamentos de heróis outrora feridos. Nos antípodas de recordações sagradas é o pêndulo imparável que se livra de outros silêncios desenhando a cheio os riscos que não se correram. Atrás, à frente, insistentemente, dois sentidos, uma direcção. Uma só, circuito tendencioso perdido - péssimo juiz - plágio da vez desconhecida, morta de certo, mas que se nascesse diria - não quero saber, mas contem-me a minha vida.

Wednesday, August 06, 2008

It's coming in hard (what else is new?)


And you're walking away
But where to go to?
And you're walking alone,
But how to get through?
If you wanna get it right
You can own what you choose
But you wanna live a lie
And love what you lose

It's a shoreline
And it's half speed
It's a cruel world and
It's time

Broken Social Scene - 7/4 (Shoreline), 2005

Tuesday, August 05, 2008

Mysteries you happily never wish to Unleash...

Paredes de Coura - 2008

...how you manage to survive a music festival ;)

Thursday, July 31, 2008

A chuva no Molhado

I'm at sea again
And now your hurricanes have brought down this ocean rain
To bathe me again
My ship's a sail
Can you hear its tender frame
Screaming from beneath the waves
Screaming from beneath the waves...

Ocean Rain - Echo & the Bunnymen (1984)

There will be no order, only chaos


Pi de Darren Aronofsky (1998)

Quão pouco é muito pouco?

Falando de intocáveis dimensões.
Se na felicidade nada se mede, muito pouco se mede na liberdade. Miscíveis prazeres, transcendências indissociáveis. Talvez por isso, escala ao mesmo som da nossa marcha contínua. Daí imanente é que uma se escreve e outra se conta apenas como registo perdido, daí transcendente o rasto de um direito moral, intrínseca a oblíqua jornada das mentes mais enviesadas. Males não se justificam, ou bens, vidas ou feéricas passagens, mas guardam-se no singular de todos os géneros e insuflam-se como os balões arregalados das feiras, leves de se serem lançados. Mas mesmo a este que assim se leva solto de um bafejo só, todo aquele instintivo laivo de substância se repete num pressuposto intento e se esvai em mais uma possível conjuntura. Em tal ingerência aérea, a um e mais outro palmo a mais do chão, para cima, muitos se perguntam por onde rebenta.
A liberdade, dado o rodeio, é a intenção pura de um despropósito feito sentido directo, pernas pesadas para andar, ligeiras quem sabe para voar. A liberdade, como qualquer ida, termina, mas a felicidade, como qualquer volta, pressupõe o longo afastamento. O resto, se não mo disserem, não o sei. Mas para aqueles que agora ainda perguntam diria talvez - se olharam tanto pasmados as fiadas do céu até uma vista sumida e daí não o souberam rebentar, é porque fielmente não rebenta.

Thursday, July 24, 2008

"Não é verdade que anjos e palhaços se ajustam divinamente bem?"

(...) Mas este velho Mundo quotidiano, este Mundo com o qual julgamos estar por demais familiarizados, é o único que existe - e é um Mundo de magia, de magia inesgotável. Como o palhaço, vamos fazendo as nossas cabriolas, simulando sempre, adiando sempre o grande acontecimento. Morremos a lutar para nascer. Nunca fomos, nunca somos. Estamos sempre na contingência de vir a ser, separados, desligados sempre. Sempre do lado de fora. (...)

Henry Miller - O Sorriso aos Pés da Escada, Epílogo (1948)
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